Despertando Para Um Novo Tipo de Igreja
Nesse capítulo o autor conta sua própria história e mostra como surgiu o movimento Igreja Orgânica. Após pastorear por oito anos uma “bonita igreja normal” no interior da Flórida, sentiu que Deus o estava preparando para uma experiência além daquela que vivera até o momento. Após uma série de experiências traumáticas no ministério, sentia-se mais terno e mais identificado com os sofrimentos de Cristo e então concluiu que Deus o estava forjando para algo que viria a seguir:
Juntamente com sua família, partiu para Long Beach e começou uma nova organização (Church Multiplication Associates – Assossiação de Multiplicação de Igrejas). Chamou-me atenção o porquê da escolha dessa região: (1) em centro urbano; (2) uma área com grande universidade e muitos jovens; e (3) um lugar perto da praia para fazer os batismos. Com uma equipe de “12 cristãos radicais dispostos a tentar fazer algo diferente” e disposição em aprender com o Espírito Santo, iniciaram as “igrejas orgânicas”, visando à naturalidade e à maneira saudável como a multiplicação deveria acontecer.
Esse estilo de igreja não se limita a prédios ou lugares específicos, mas, como diz Neil:
a igreja deve estar plantada em todos os lugares em que haja vida acontecendo
Isso inclui vestiários, grêmios estudantis, escritórios, bares, lanchonetes, estacionamentos, parques etc.
Sem um plano engenhoso, iniciaram igrejas orgânicas em lanchonetes da região, compartilhando o Evangelho com as pessoas que as frequentavam. A princípio queriam abrir a própria lanchonete e trazer as pessoas para ouvir sobre o plano de Deus, mas o Senhor logo os ensinou que essa estratégia de “venham a nós” não fazia parte de uma igreja missionária que vai até os perdidos. Neil admite que muitos erros foram cometidos, mas que serviram de aprendizado e considera o sucesso obtido como “acidental”!
Enquanto envolviam-se com as pessoas de certa lanchonete, tinham tempo para ouvi-las e oferecer oração compassiva por suas necessidades. Foi quando Neil percebeu que a sala de sua casa estava repleta de pessoas que logo foram enviadas para mais três lanchonetes. Até o momento em que o livro foi escrito, já haviam 800 novas igrejas em 32 estados americanos (Diga-se de passagem que as igrejas são compostas de um número médio de 16 pessoas).
Todo o trabalho está fundamentado na simplicidade. O autor defende que estruturas complexas acabam colapsando e não conseguem seguir adiante, mas:
coisas simples são fortes e fáceis de seguir
Todo o trabalho é desenvolvido por “cristãos comuns” que eram treinados para liderar igrejas porque quando o trabalho é simples o resultado é poderoso. A ênfase dada é:
diminuir o padrão de como a igreja é feita e aumentar o padrão do que significa ser um discípulo
Segundo o autor: “a igreja convencional tem-se tornado tão complicada e difícil de levar que apenas um profissional difícil de ser encontrado consegue fazer isso toda semana (…). O resultado é uma igreja passiva, onde os membros agem mais como expectadores do que agentes poderosos do reino de Deus”. O autor defende a importância da “igreja orgânica” por estar mais preparada para saturar uma região porque é informal, relacional e móvel. Segundo ele esse sucesso também se dá porque a igreja não depende de grandes orçamentos para sustentar prédios caros, elas vão mais longe mais rapidamente, são descentralizadas e não dependem de um clero treinado.
Multiplicar discípulos vem antes de multiplicar igrejas. Por isso eles usam os “Grupos de Transformação de Vida”, onde duas ou três pessoas se encontram semanalmente para desafiarem-se mutuamente e viver uma genuína vida espiritual.
fevereiro 18th, 2010 at 12:03
” coisas simples são fortes e fáceis de seguir” – tremendo pensar assim…desafiador mesmo…
“…aumentar o padrão do que significa ser um discípulo.” Mais que o padrão até, creio que preciso aumentar o valor e o senso do que é ser discipulo.
Essa frase me faz ver um alvo frutífero e duradouro!! Assim vale a pena investir e caminhar…
Amo vcs!!