Unidades Básicas do Corpo de Cristo – LIBERTANDO-NOS DO SÉCULO PASSADO

Neste importante capítulo, Ralph Neighbor faz uma rápida análise sobre os moveres do Espírito Santo que deram base a diversas mudanças ocorridas na igreja no século passado. Cita, por exemplo, a “primeira onda”, ou avivamento da Rua Azuza que legou à igreja um impacto na teologia do Espírito Santo na experiência pessoal dos crentes. Contudo ainda era o “vinho novo nos odres velhos organizados segundo os padrões eclesiásticos que resultaram do período da Reforma”. Depois foi a “segunda onda”, que atingiu a vida tradicional da igreja, formando grupos de estruturas paraeclesiásticas que atendia àqueles que não conseguiam achar o vinho novo na sua igreja. “Aí veio a terceira onda”, através dos movimentos que focalizavam em cura e dons espirituais.

Por mais positivos que tenham sido essas ondas, Neigbour conclui: “infelizmente a necessidade de um odre novo ficou despercebida. (…) Nunca se transformou as formas centralizadas em prédios, focalizadas em programas e conduzidas pelo clero”.

Ainda havia um “ponto cego”, como denomina o autor. E essa falha encontrava-se na falta do “batismo de grupos pelo Espírito Santo – crentes unidos como unidades básicas do Corpo de Cristo” porque o “batismo pessoal com o Espírito Santo se tornou o foco principal”.

Esses movimentos, como o da Rua Azuza, ainda não compreendiam a “importância da posição de Cristo como o Cabeça da comunidade (ekklesia) e cita um longo texto de Frank Bartleman, um dos personagens principais da primeira onda, dentre o qual destaco: “(…) O Espírito Santo nunca tira a nossa atenção de Cristo para atraí-la a si mesmo, mas antes revela Cristo de forma mais ampla (…)”. Daí conclui-se que a obra do Espírito é revelar Cristo, exaltá-lo e mostrá-lo como o Cabeça da igreja e isso Trás profundas mudanças na eclesiologia. “A centralidade de Cristo precisa ser restaurada!”.

O clímax da igreja não está no que passou, mas no futuro. O Espírito Santo tem conduzido a igreja através dos seus moveres na história, preparando-nos para o que ainda está por vir. Neigbour chama a atenção para o fato de que quando somos batizados, não é somente no nível pessoal, mas no nível de Corpo, ou seja, coletivo. “Deus não pode ser adequadamente discernido à parte da vida em comunidade”.

This entry was posted on quarta-feira, novembro 25th, 2009 at 18:17 and is filed under Resenhas. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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